segunda-feira, 14 de novembro de 2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Comunicação apresentada no Congresso XVI da UISPP/XVI da SAB

Modificações experimentais em superfícies ósseas de animais: interdisciplinariedade, protocolos, aplicabilidade e resultados preliminares

Almeida, N.; Cerezer, J.; Costa, C.; Cura, P.; Cura, S.; Gomes, H.; Santander, B.

Resumo

Nas últimas décadas, a Arqueologia tem recorrido aos dados actualistas em múltiplas vertentes, como consequência da aplicação de novos métodos analíticos numa clara perspectiva interdisciplinar. O número de dados provenientes da aplicação da Arqueologia experimental é cada vez maior, assim permitindo realizar considerações cada vez mais sustentadas.

A criação de uma equipa de investigação pluridisciplinar na Arqueologia (tecnologia lítica, Zooarqueologia, tecnologia cerâmica, Geo-arqueologia) permitiu-nos desenvolver vários trabalhos experimentais, entre os quais as modificações em elementos esqueléticos de animais. Os protocolos experimentais até agora desenvolvidos englobam as várias etapas de processamento das carcaças mas também a monitorização das alterações diagenéticas, neste caso apenas em elementos de ungulados. Na presente contribuição apresentam-se os respectivos protocolos, discute-se a sua aplicabilidade, os dados preliminares obtidos e indicam-se linhas futuras de pesquisa.

Experimental modifications on animal bone surfaces: interdisciplinarity, protocols, applicability and preliminary results


Abstract

In the last decades, Archaeology used actualistic data in multiple dimensions, as a result of the application of new analytical methods in a clear interdisciplinary perspective. The number of data related to Experimental Archeology is increasing, thus allowing more sustained considerations.

The creation of a multidisciplinary research team in Archaeology (lithic technology, Zooarchaeology, ceramic technology, Geo-archaeology) allowed us to develop several experimental studies, including changes in skeletal elements of animals. The experimental protocols developed so far include the various stages of carcasses processing but also the monitoring of early diagenetic changes, in this case only of ungulates elements. In this contribution we present the protocols, discuss their applicability and the preliminary data obtained, and indicate future lines of research.

Video link: http://www.youtube.com/watch?v=-MynsIVKReE


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Comunicação apresentada no Congresso XVI da UISPP/XVI da SAB

Experimentação e análise morfotecnológica de um conjunto lítico do Pleistoceno médio Final de Portugal central

Sara Cura, Pedro Cura ; Stefano Grimaldi ; Pierluigi Rosina

Resumo

Apresentamos os resultados de um programa de experimentações em curso como objectivo de compreender algumas características morfotécnicas de um conjunto lítico do final do Pleistoceno Médio. Esta indústria lítica, feita essencialmente a partir de seixos rolados de quartzito, é proveniente do sítio de ar livre da Ribeira da Ponte da Pedra (Portugal Central) caracterizada por uma abundante presença de seixos talhados, suportes corticais e não corticiais com modificações atípicas das margens poucos núcleos e raros artefactos bifaciais.

Experimentation and morphotechnological analyses of a final Middle Pleistocene lithic assemblage from central Portugal.

Abstract

The results obtained from a experimental program carried out in order to investigate morphotechnical features of a final Middle Pleistocene lithic industry are presented. The assemblage, made from local quartzite pebbles, comes from the Ribeira Ponte da Pedra site (Central Portugal); it is characterized by abundant worked peblles, cortical and non cortical flakes with an aypical modfication of the cutting edge, few cores and rare bifacial implements.


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Fracturação em estado fresco: ângulos

Contextualização

Nos últimos meses têm aqui sido divulgadas algumas experimentações relacionadas com a fracturação de ossos longos de Bos taurus, assim como o protocolo experimental implementado. Até momento, foram realizadas experimentações com 3 amostras distintas abrangendo ossos longos em diferentes condições (Amostra Fresco, Amostra Descongelado e Amostra Congelado). Apresentamos aqui uma sinopse das medições dos ângulos realizadas nos planos de fractura da Amostra Fresco (total=10 elementos).

Metodologia

A medição dos ângulos foi realizada sempre que possível a cada 2 centímetros em todos os fragmentos de dimensões máximas superiores a 2 centímetros. Os resultados foram agrupados em 4 classes: A <45º, B 45º-90º, C 90º-135º, D>135º. Os ângulos não foram medidos em áreas com modificações dos planos de fractura decorrentes da localização de pontos de impacto, contragolpes ou outros indicadores que deturpassem a pendência para a fracturação.

Resultados

Os resultados demonstram a predominância da classe B e C (entre 45º e 135º), sendo que destes, predominam geralmente os ângulos da classe B (45º-90º). As excepções são um fémur e dois rádios, aliás, os rádios são nas nossas experimentações os elementos mais variáveis no que respeita aos planos de fractura.


Se agruparmos as classes A+B, ou seja todos os graus inferiores a 90º, e as classes C+D, todos com mais de 90º, fica demonstrado o predomínio geral dos ângulos inferiores a 90º. Uma vez mais, as excepções são um fémur e os dois rádios.


Nelson Almeida

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ficha de registo: fracturação óssea

Tendo como base as experimentações realizadas (algumas das quais aqui divulgadas) foi preparada uma ficha de registo de aplicação no protocolo experimental de actividades de fracturação.

Para além de um grupo relacionado com as características intrínsecas dos elementos ósseos, apresenta um outro relativo à fracturação abrangendo itens de descrição objectivos mas também um pouco subjectivos (e.g. movimento e pressão exercida).

Finalmente, compreende ainda a indicação esquemática das áreas de contacto activo e passivo, i. e. as parte do osso sujeitas à relação dinâmica entre o elemento lítico e a bigorna pois influenciam certos indicadores tafonómicos (e.g. tipo de abrasão e contragolpe).

Esta ficha foi já implementada e mais resultados serão divulgados nos próximos dias.
Nelson Almeida