quinta-feira, 31 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
Andakatu em Popular archaeology
sexta-feira, 4 de março de 2011
Experimentação em polimento

A vermelho o Estado de Santa Catarina
Existem, ainda, poucos trabalhos de pesquisa especificamente dedicados a estes sítios, razão
pela qual a problemática arqueológica a eles inerente é ainda permeada por diversas dúvidas efrágeis suposições. É praticamente consenso entre os pesquisadores que estas estruturas seriam locais de fabricação de material lítico polido, sobretudo machados, mas tal processo é ainda pouco explorado.

Sítio oficina lítica em suporte de granito

Utilização de suportes em diabásio
A experimentação em questão foi pensada numa perspectiva de buscar questionamentos e
um novo olhar sobre estes sítios. A metodologia proposta envolve a “cadeia operatória” a estes relacionada, ou seja, a relação entre os suportes utilizados e os materiais neles produzidos. O material utilizado é proveniente do Brasil, e foi captado em locais próximos aos sítios.
Polimento de artefato em suporte de diabásio
Os principais objetivos são analisar os diferentes comportamentos dos dois tipos principais de matéria-prima utilizada, o diabásio e o granito, avaliar o investimento de tempo necessário para a fabricação dos machados e a relação entre os movimentos empreendidos e seu resultado, tanto nos suportes quanto nos artefatos.
Resultado no suporte de diabásio, após aproximadamente 16h de trabalho
Pré-forma antes do trabalho de polimento
Machado pronto após 15 horas de trabalho
O desenvolvimento das atividades tem proporcionado diversos questionamentos e diferentes raciocínios acerca destes sítios. Tanto o diferente comportamento das matérias-primas, quanto o grande investimento de tempo necessário para a realização da tarefa, conforme tem-se verificado na prática, bem como as morfologias das marcas deixadas nos suportes, são resultados que, quando confrontados com a realidade encontrada nos sítios arqueológicos, contribuem de forma significativa para sua melhor compreensão e, sobretudo, na busca por novas perguntas.
DANIELA SOPHIATI
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Sessão no XVI Congresso da UISPP
Car@s colegas,
No âmbito do próximo congresso da UISPP que terá lugar em Florianópolis (Brasil) entre 4 e 10 de setembro do corrente ano nós estamos a organizar uma sessão subordinada ao tema «Tecnologia e Experimentação». Em baixo encontrarão os fundamentos e respectivos objectivos.
Ficaremos muito contentes se aceitar participar e apresentar o seu trabalho. Se estiver interessad@ por favor envie-nos um título e um resumo com um máximo de 200 palavras
Desde já agradecemos a divulgação desta sessão junto de todos aqueles que possam ser interessados nesta temática.
Os nossos melhores cumprimentos,
Jedson Cerezer (Brazil) jcpithi@gmail.com
Sara Cura (Portugal) 0saracura0@gmail.com
Maria Gurova (Bulgaria) gurovam@yahoo.fr
Boris Santander (Chile) boris.santander@gmail.com
Tecnologia e Experimentação
A experimentação como método de contrastação de hipóteses não é nova nos estudos de arqueologia pré-histórica que focam os processos tecnológicos. Já desde a década de 70 que em consequência, quer da introdução dos conceitos de cadeia operatória no seio da escola paleo - etnológica, quer dos estudos actualísticos no âmbito teórico da arqueologia processual, se recorre à experimentação e utilização de réplicas de artefactos arqueológicos na procura de respostas acerca dos processos tecnológicos e funcionais a estes inerentes. No entanto, desde os anos noventa que os trabalhos de interface tecnologia e experimentação têm proliferado a nível mundial, resultando num renovado interesse na incorporação de estudos actualistas, em particular no âmbito de análises de cariz tecno-funcional.
Contudo, não são poucas as críticas aos procedimentos experimentais no estudo dos processos tecnológicos, questionando-se os seus fundamentos teóricos e validade explicativa. Estas críticas derivam em parte de uma óptica essencialmente morfo-tipologica na análise dos conjuntos artefactuais; mas também pela falta de compreensão do alcance dos estudos actualisticos e experimentais.
Esta sessão convida à discussão sobre aplicabilidade e alcance da experimentação no estudo das tecnologias pré-históricas através da apresentação de reflexões e/ou estudos caso sobre a modificação e utilização das mais variadas matérias-primas (argilas, pedra, osso, matéria vegetal, etc) empregues na produção de artefactos.
Dear all,
In the frame of the next IUPPS in Florianópolis (Brazil) from the 4th to 10th of september 2011 we are organizing a session entitled «Technology and Experimentation». You find its fundaments and goals attached.
We would be very pleased if you accept to participate and present your work and if you are interested please send us a title and a short abstract of 200 words
We thank you in advance for the diffusion of this session to those who may be interested in such thematic.
Best regards,
Jedson Cerezer (Brazil) jcpithi@gmail.com
Sara Cura (Portugal) 0saracura0@gmail.com
Maria Gurova (Bulgaria) gurovam@yahoo.fr
Boris Santander (Chile) boris.santander@gmail.com
Technology and experimentation
Experimental Archaeology as a hypothesis contrast method focusing on technological studies is not new in archaeological research procedures. Since the early 1970s as a consequence of the application of châine-operatoire/reduction sequence concepts within the framework of Palaeo-ethnological investigation, or within the actualistics studies highly developed in the framework of Processual Archaeology, the experimentation and utilization of artefact replicas have been used in the search for answers regarding technological procedures and their functional aspects.
However, since the 1990s the research interface technology/experimentation worldwide has increased resulting in a renewal of procedures and interest in the incorporation of such studies particularly in the field of techno-functional analysis of prehistoric artefacts.
Nevertheless the critics’ experimental procedures are abundant, questioning its theoretical fundamentals and explanation validity. These remarks result both from the morpho-typological approaches’ to artefact assemblages, but also from a lack of comprehension interpretative of the range and goals of such studies.
This session invites discussion on the present applicability and future perspectives of experimental procedures applied to the study of prehistoric technology studies, through the presentation of reflections and/or study cases regarding the modification, utilization and discard of varied raw materials employed in the fabrication of prehistoric artefacts (clay, stone, bone, vegetal material)

