terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Melhor divulgação, era impossível!













Com muita satisfação vimos a nossa actividade satirizada nas páginas do Cavaleiro Andante do Jornal « O Mirante», um dos mais importantes jornais do distrito de Santarém!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Workshop de «cozinha Pré-Histórica»













Um lugar comum é dizer: somos o que comemos.

Mais raro é perguntar porque é que comemos o que comemos hoje em dia? Que história está por detrás de tão variados hábitos gastronómicos? E que papel teve a dieta alimentar na nossa evolução?

Entender os hábitos alimentares desde esta perspectiva é fulcral para nos darmos conta de alguns erros que cometemos actualmente e das potenciais consequências que estes terão no futuro da humanidade.

Estas questões serão mote de conversa durante a preparação e degustação de uma série de experiencias culinárias pré-históricas!

Claro que também vamos explicar como é que nós, arqueólogos, reunimos informação para vos poder contar e cozinhar a história da nossa dieta!

Desperte a curiosidade, abra o apetite e inscreva-se já!!!!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Dilemas (paleo) tecnológicos

Face à une collection archéologique, il est pratiquement impossible d’identifier les objets intentionnellement recherchés pour fonctionner.

Comment faire la différence entre un déchet de taille qui présente un tranchant de coupe identique à celui que portera l’objet recherché, objectif de la production, si ce n’est que ce dernier doit certainement posséder d’autres caractères techniques et/ou de signes jugés indispensables pour fonctionner. Mais, lesquels ?






L’outil a beau être le support externalisé d’une mémoire, nous sommes dans l’incapacité d’accéder, ni à sa fonction ni a fortiori à son fonctionnement. Ce sont des objets qui sont en dehors de toute mémoire technique contemporaine.

En revanche, nous postulons que la compréhension des modes de production nous conduit à en déterminer leur(s) finalité(s), c’est-à-dire le pourquoi de leur existence technique, autrement dit les intentions techno-fonctionnelles, donc les outils. Par analogie, nous sommes dans le cas de figure où nous aurions devant nous une partie des éléments constituant une ou plusieurs machines totalement inconnues, que nous devrions reconstruire, sans plan, matériellement ou mentalement, afin d’en déterminer la (les) fonction(s) et le (les) mode(s) de fonctionnement, mais aussi les objets de leur production et leur fonctionnement. Vaste programme que s’efforce de réaliser la technologie préhistorique.

E. Boëda Paléo-technologie ou anthropologie des Techniques ?

Arob@se, www. www.univ-rouen.fr/arobase, volume 1, pp. 46-64, 2005

Podia ter sublinhado o possível e não a dificuldade, é verdade. Mas vocês não têm daqueles dias em que olham para os «artefactos» e perguntam mas como? Como reconhecer o que está fora do nosso conhecimento? Será possível? Provavelmente só conseguimos reconstruir fragmentos das intenções tecno-funcionais. Mais do que isso é mesmo difícil.

Enfim a frustração de quem pergunta também deriva da desproporção entre as questões que coloca e o que pode ser atendível como resposta…é como perguntar algo a uma pessoa que não consegue responder. Das duas, umas, ou reformulamos a pergunta, ou inventamos nós a resposta. Melhor a primeira. Também me podem dizer, pergunta a outra!

Em qualquer dos casos e apesar do desalento ocasional, procurar entender a tecnologia ao longo de 3 milhões de anos é um desafio irresistível.

S. Cura

Relação entre combustível e combustão: experiencias de recolha e transformação – ALGUMAS OBSERVAÇÕES E BIBLIOGRAFIA


As noções de abundância e escassez são como as noções de qualidade da matéria-prima, isto é, são subjectivas porque dependem das necessidades e objectivos tecno-económicos das comunidades pré-históricas. De todas as formas podemos dizer que com um grupo maior e uma duração mais prolongada a recolha de madeira seca começaria a ser mais complicada devido ao aumento da distância a percorrer. Esta aumentou 50 metros por dia. Podemos dizer que abaixo dos 1500 m se está num raio local, mas a nossa recolha foi de pouca quantidade e é um facto que a biomassa disponível em madeira seca é sempre inferior à madeira verde.

A isto devemos acrescentar o facto de a madeira seca queimar muito mais depressa. A vantagem reside na facilidade de colecta (como referimos, só pontualmente foi necessário recorrer a instrumentos de pedra para cortar os ramos secos de forma a facilitar o seu transporte).

Mais observamos que ambas as estruturas e combustões atingiram temperaturas mais do que suficientes para as tarefas e funcionalidades associadas. Para aquecimento, cozinhar, fabricar resinas qualquer tipo de madeira atinge a temperatura necessária. Assim a relação entre o tipo de madeira e a funcionalidade das estruturas para estas actividades não faz grande sentido.

BIBLIOGRAFIA (ELEMENTAR)

Théry-Parisot, I. (1998). Economie des combustibles et paléoécologie en contexte glaciaire et périglaciaire, Paléolithique moyen et supérieur du sud de la France (Anthracologie, Expérimentation, Taphonomie). Doctorat, Université de Paris I Panthéon- Sorbonne, pp. 500

Théry-Parisot, I. & Meignen, L. (2000). Economie des combustibles bois et lignite dans l’abri mouste´rien des Canalettes, de l’expérimentation à la simulation des besoins énergétiques. Gallia Pre´histoire 42, p. 45–55.

Théry-Parisot, I. (2001). Economie des combustibles au Paléolithique. Expérimentation, Taphonomie, Anthracologie. Paris CNRSEditions Col. Dossiers de Documentation Archéologique, 20, 196 pp.

Théry-Parisot, I. (2002) Fuel Management (Bone and Wood) During the Lower Aurignacian in the Pataud Rock Shelter . Contribution of Experimentation, Journal of Archaeological Science 29, P. 1415–1421

LA TRANSFORMACIÓN DE UN RECURSO BIÓTICO EN ABIÓTICO: ASPECTOS TEÓRICOS SOBRE LA EXPLOTACIÓN DEL COMBUSTIBLE LEÑOSO EN LA PREHISTORIA de Ethel Allué Martí y Mª Dolores García-Antón Trassierra