As noções de abundância e escassez são como as noções de qualidade da matéria-prima, isto é, são subjectivas porque dependem das necessidades e objectivos tecno-económicos das comunidades pré-históricas. De todas as formas podemos dizer que com um grupo maior e uma duração mais prolongada a recolha de madeira seca começaria a ser mais complicada devido ao aumento da distância a percorrer. Esta aumentou 50 metros por dia. Podemos dizer que abaixo dos 1500 m se está num raio local, mas a nossa recolha foi de pouca quantidade e é um facto que a biomassa disponível em madeira seca é sempre inferior à madeira verde.
A isto devemos acrescentar o facto de a madeira seca queimar muito mais depressa. A vantagem reside na facilidade de colecta (como referimos, só pontualmente foi necessário recorrer a instrumentos de pedra para cortar os ramos secos de forma a facilitar o seu transporte).
Mais observamos que ambas as estruturas e combustões atingiram temperaturas mais do que suficientes para as tarefas e funcionalidades associadas. Para aquecimento, cozinhar, fabricar resinas qualquer tipo de madeira atinge a temperatura necessária. Assim a relação entre o tipo de madeira e a funcionalidade das estruturas para estas actividades não faz grande sentido.
BIBLIOGRAFIA (ELEMENTAR)
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LA TRANSFORMACIÓN DE UN RECURSO BIÓTICO EN ABIÓTICO: ASPECTOS TEÓRICOS SOBRE LA EXPLOTACIÓN DEL COMBUSTIBLE LEÑOSO EN LA PREHISTORIA de Ethel Allué Martí y Mª Dolores García-Antón Trassierra























