sábado, 3 de julho de 2010

Andakatu na Festa da Arqueologia



Nestes dias podem visitar parte do projecto didáctico na Feira da Arqueologia no Museu Arqueológico do Carmo em Lisboa.
Apareçam!!!



quarta-feira, 16 de junho de 2010

Antevisão

Não vamos desvendar o que em breve será divulgado sobre o acampamento de 3 dias na Azenha do Cavaco (Mação), programado e coordenado pelo Pedro Cura.

Mas não resistimos a colocar um pequeno teaser que vale muito pela espontaneidade das respostas do Pedro.

Sem dúvida que andamos à procura de perguntas, contextualizadas nas mais diferentes circunstâncias. Há aqui uma clara intenção de enquadrar a percepção tecnológica da adequação entre a necessidade e disponibilidade dos recursos, do gesto e da técnica de fabricação e entre a funcionalidade e funcionamento/manipulação/manutenção dos utensílios. Diria da Cadeia Operatória no seu sentido mais amplo.

PS- Obrigada ao Marcos César e Daniela Sophiati!



quinta-feira, 3 de junho de 2010

TRANSFORMAR A TERRA


Não é arqueologia experimental, mas a ligação entre as tecnologias antigas e o presente, seja pelas artes ou outro contexto, é um móbil fundamental das nossas pesquisas. Pelas mãos do Jedson Cerezer e Miguel Neto concretiza-se a ligação entre a tecnologia cerâmica, os motivos decorativos das cerâmicas pré-históricas e uma instalação artística na vila de Mação. A não perder!!!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Andakatu, retrospectiva

Os Sinais de Fernando Alves sobre o Andakatu aquando do seu lançamento oficial. O projecto provou ser de facto um sucesso, envolveu milhares de crianças numa abordagem que se sustenta na experimentação, tecnologia e arte, mas apesar de tudo o «interior» continua em risco de desertificação...


segunda-feira, 24 de maio de 2010

Tratamento térmico, primeiras tentativas...

Embora não tivessem sido recolhidos, nem registados todos os dados para que esta experiência fosse ainda mais elucidativa no que diz respeito ao comportamento do material durante e após o processo, decidimos partilhar as observações preliminares na mesma (este blogue é um caminho que se faz caminhando e é um processo auto-crítico de aprendizagem partilhado):


Proveniência da Matéria Prima – Região de Rio Maior

Método: escavou-se uma estrutura com uma profundidade de +- 70 cm, com uma circunferência de +- 120cm.

Esta estrutura foi preenchida com uma primeira camada de areia com aproximadamente 5cm de espessura (areia proveniente de praias formadas pelo rio Tejo, Ortiga).

Depois seguiu uma camada de +- 10cm de brasas (1ª fonte de calor) a partir de lenhas de Pinus, Arbutus Unedo e Quercus ilex rotundifola.

Uma nova camada de areia com +- 5 cm e colocada sob as brasas.

Introduziu-se então 3 nódulos de sílex com medidas (do maior ao mais pequeno) compreendidas ente 15 a 10 cm de comprimento, 8 a 6 cm de espessura e 10 a 7 cm de largura.

Cobriu-se com uma fina camada de areia com +- 3 cm de espessura e novamente uma camada de brasas em algumas partes em contacto directo com os nódulos e bastante mais espessa +- 20 cm.

Finalizou-se com uma terceira camada de areia +- 7cm e o restante preenchimento da estrutura com a terra da abertura do mesmo.



A estrutura permaneceu sem ser perturbada durante 3 dias.

Descrição da abertura: quando se tirou a cobertura de terra, não apresentava presença de calor. Igualmente quando se retirou a 1ª camada de areia (a contar de cima), também não se detectou presença de calor. As brasas apresentavam-se já apagadas e ligeiramente mais pequenas (Sinai de combustão posterior). O sílex já estava à temperatura ambiente.

Após a Abertura:

Ao toque ambos os nódulos se alteraram. Parecem mais densos, o que provavelmente se deve ao facto de ganharem mais homogeneidade após o aquecimento (esta observação é surportada pelo facto de terem sido já talhados pelo menos uma centena de nódulos provenientes do mesmo local sem aquecimento)

Verificamos uma ligeira alteração na coloração no interior dos nódulos.

Descrição do talhe: utilizou-se precursão directa com percutor duro e brando.

O nódulo/núcleo 2 não apresentou resistência diferente na fractura com ambos os percutores. Não melhorou a sua aptidão ao talhe

O nódulo/núcleo 1 apresentou menos resistência e maior apetência para o percutor brando e ficou menos resistente ao percutor duro. Melhorou a aptidão ao talhe.

Experiências futuras:

- Registo mais controlado das características da matéria-prima antes do tratamento térmico.

- Talhar parte de alguns nódulos antes do processamento e registar exaustivamente as observações descritivas do comportamento deste

- Utilizar blocos nódulos de maiores dimensões

- Repetir a experiencia com vários nódulos de sílex idêntico (estes são diferentes)

- Controlar a temperatura de interior por meio de uma sonda


Pedro Cura